De passados remotos e músicas que nos destroem

Minha jornada é longuíssima. E compreende todos os estados da matéria. A criação de textos – que, neste caso, eu nem considero tanto como criação, mais como resultado – a criação de textos sempre foi um meio importante de compreensão do universo, que é um problema central na profundidade que existe em mim. E acabou sendo também divertido e interessante. Conhecer pessoas por escrever blogs ao mesmo tempo foi uma das coisas mais interessantes e que eu menos esperava. E as coisas mudam, eu me distanciei do passado com mais rapidez que ele quis se distanciar de mim, mais pela necessidade de partir do zero, a cada momento, da tabula rasa, “Quando o passado chamar, não preste atenção. Ele não tem nada novo a dizer”, dizia alguém, cuja identidade foi infelizmente oculta pela superficialidade da internet. Inegável porém a ponta brilhante que afunda no peito quando se ouve aquela música do passado? E parece que TODO o passado se concentra nos acordes iniciais de uma canção. Eu, que sou uma pessoa que por natureza resolve problemas, de repente decido que não. Talvez isso seja uma desistência, mas talvez também qualquer desistência seja só uma aceitação (do universo), do medo, do coração, da explosão. Não há problema na desistência, se isso não se tornar uma barreira, diz minha mente. O que eu sempre precisei na verdade era desistir de controlar o universo, ou passar a um controle mais passivo.

Mas o blog, mesmo se eu tento ver com seriedade, é só um pedaço das pessoas, um trecho de prosa.

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